ANA autoriza reduA�A?o de vazA?o no SA?o Francisco para 1.000 m3/s - ACQUA
ANA autoriza nova reduA�A?o de vazA?o no SA?o Francisco

Notícias | 18.03.15 | 1 Comentário

ANA autoriza reduA�A?o de vazA?o no SA?o Francisco para 1.000 m3/s

Atualizada em: 03/04/2015

Aquilo que era tratado como testes pelo setor elA�trico serA? materializado nos prA?ximos dias. A vazA?o do rio SA?o Francisco serA? reduzida dos atuais 1.100 mA? por segundo para 1.000 mA? por segundo.

A solicitaA�A?o jA? havia sido feita desde o ano passado, mas a AgA?ncia Nacional de A?guas (ANA) aguardava um posicionamento do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos RenovA?veis (Ibama), que emitiu parecer recentemente.

A decisA?o foi anunciada nesta terA�a-feira (17.03), durante reuniA?o na sede da ANA, em BrasA�lia. O A?rgA?o ambiental, representado pela coordenadora-geral Regina Generino, avalia que apesar de autorizar a defluA?ncia de 1.000 mA? por segundo, foram registradas alteraA�A�es na calha do rio, a exemplo do aumento em atA� quatro vezes da presenA�a de nitrato, especialmente na regiA?o do Baixo SA?o Francisco. a�?AlA�m disso, a cunha salina tambA�m apresenta alteraA�A�es, especialmente na proximidade com a foz, no municA�pio alagoano de PiaA�abuA�ua�?, revelou Generino.

O nitrato, presente no esgoto domA�stico e nos descartes de indA?strias e pecuaristas, representa especial risco A� saA?de de crianA�as, causando danos neurolA?gicos ou reduA�A?o da oxigenaA�A?o do corpo. AlA�m disso, a presenA�a excessiva de nitratos em rios ou mares estimula o crescimento de algas, fenA?meno conhecido como eutrofizaA�A?o. Em casos extremos, essas algas podem colorir a A?gua e emitir substA?ncias tA?xicas para os peixes.

Durante a reuniA?o, o diretor de OperaA�A�es da Companhia HidrelA�trica do SA?o Francisco (Chesf), Mozart Bandeira Arnaud, anunciou que a

meta A� reduzir para 900 mA?/s

. O presidente da ANA, Vicente Andreu Guillo, descartou, nesse momento, qualquer discussA?o nesse sentido. a�?O setor elA�trico precisa definir qual a real necessidade de operaA�A?oa�?, alertou Andreu.

O presidente do ComitA? da Bacia HidrogrA?fica do Rio SA?o Francisco (CBHSF), Anivaldo Miranda, criticou a falta de um padrA?o nos pedidos do setor elA�trico, bem como a visA?o do segmento, que sA? vA? o rio como gerador de energia elA�trica. a�?Apesar dos cenA?rios diversos, a discussA?o sA? acontece no sentido de aplicar reduA�A�es no SA?o Franciscoa�?, criticou ele. Como alternativa, Miranda convidou a todos os participantes da reuniA?o a se integrarem nas atividades relativas A�s discussA�es com vistas a atualizaA�A?o do Plano de Recursos HA�dricos do SA?o Francisco.

Anivaldo Miranda tambA�m solicitou acesso ao relatA?rio detalhado elaborado pelo Ibama, o qual se baseou para conceder a autorizaA�A?o na vazA?o menor do rio. a�?Porque a crise na bacia A� mais profunda do que se relata. Fala-se, aqui, em bacia hidrogrA?fica, mas sA? se fala na calha do rio. A bacia A� muito maior e o retrato atual nA?o A� nada bom. FaA�o, aqui, um apelo pungente para que, paralelamente A� situaA�A?o atual, tambA�m se construa soluA�A�es para o rioa�?, disse o presidente do CBHSF.

O superintendente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do ParaA�ba e do SA?o Francisco (Codevasf), AlaA?r Grangeon Siqueira, reforA�ou a gravidade por que passa a bacia do SA?o Francisco atualmente. Segundo ele,

muitos produtores rurais estA?o na iminA?ncia de parar de produzir,

pois dependem unicamente da A?gua do Velho Chico e a captaA�A?o estA? cada vez mais difA�cil.

O superintendente da ANA, Joaquim Gondim, destacou que A� fundamental, nas futuras reuniA�es, a presenA�a de representante da Marinha, com o objetivo de discutir um outro aspecto de grande importA?ncia diante do cenA?rio atual, que A� o de navegaA�A?o.

RESOLUA�A?O DE AUTORIZAA�A?O DE REDUA�A?O DE VAZA?O ( DOU de 25 de marA�o de 2015 )

FONTE: CBHSF

1 Comentário

Como muitas das leis brasileiras, a “Lei das Águas” ( LEI Nº 9.433, DE 8 DE JANEIRO DE 1997) mostra-se como farsa institucionalizada: uma Letra-Morta !

A redução de vazão fere o princípio dos usos múltiplos da água, priorizando-se, unilateralmente, o setor elétrico brasileiro.

O “Velho Chico” , há muito na UTI, entra em coma profundo

Edson Menezes

18/03/2015

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