Municípios querem evitar o risco de novos racionamentos de água

Notícias | 13.01.15 | Nenhum Comentário

Municípios querem evitar o risco de novos racionamentos de água

O calor forte e o aumento no consumo estão levando cidades das regiões de Sorocaba e Campinas, que sofreram com a falta de água em 2014, a manter medidas de economia mesmo com os reservatórios cheios por conta das chuvas.

Os municípios querem evitar o risco de novos racionamentos caso a temporada chuvosa deste ano seja curta.

Em algumas cidades, até o rodízio continua mesmo com água à disposição. Moradores também mudaram hábitos e reduziram o consumo.

Em Valinhos, os 102 mil habitantes já se acostumaram a ficar sem água nas torneiras durante 18 horas em dois dias da semana. O rodízio, o mais longo do estado, iniciado em fevereiro de 2014, foi mantido apesar das chuvas terem recuperado o nível dos mananciais.

De acordo com o Departamento de Água e Esgoto (DAEV), a medida é necessária porque 50% da cidade depende das águas do Rio Atibaia para abastecimento.

O rio é formado pela vazão efluente (de saída) do Sistema Cantareira, que continua com nível muito crítico.

Na cidade, quem desperdiça água é multado em cerca de R$ 360. Desde o início do racionamento foram aplicadas mais de 500 multas, mas a cidade reduziu em 25% o consumo de água.

Em Itu, os moradores ainda mantêm hábitos de economia adquiridos durante dez meses de racionamento drástico, em 2014

. A comerciante Maria Marlene, de 56 anos, moradora do bairro Cidade Nova, mantém a caixa reserva de 500 litros sempre cheia.

Ela também não se desfez dos baldes e bacias comprados na época da crise e se acostumou a usar a água da máquina de lavar roupas para higienizar os banheiros.

“A gente espera que aquela situação não se repita, mas é melhor ficar prevenida”, disse.

O racionamento foi suspenso no início de dezembro, mas não se vê morador lavando carro ou calçada na rua.Quando o fazem, é com água já usada. Os reservatórios, que chegaram a secar no auge da estiagem, estão agora com 90% da capacidade.

Mesmo assim, o comitê de gestão da água criado durante a crise, continua monitorando o consumo e as ações da concessionária.

A multa instituída pela Justiça de R$ 500 por moradia ou comércio que ficar sem água mais de 48 horas, a ser paga pela prefeitura e pela concessionária, ainda está em vigor.

Mesmo com todos os mananciais usados para abastecimento em nível normal e os reservatórios bem abastecidos, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Salto lançou uma campanha contra o desperdício, com folhetos distribuídos nas ruas, outdoors e veiculação em rádios e jornais.

Um carro de som percorre a cidade alertando para a existência de uma lei municipal de 2012 que pune com multa de R$ 241 quem lava calçadas, carros ou de alguma forma desperdiça água.

AGÊNCIA ESTADO


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