Notícias | 10.10.14 | 3 Comentários

Pela 1ª vez, Fapesp torna públicas fraudes em pesquisas científicas

Cinco casos de fraude científica – incluindo plágio e fabricação de dados – foram divulgados na terça-feira, 7, pela Fapesp, fundação pública que financia a pesquisa científica no Estado de São Paulo. Desde o lançamento do Código de Boas Práticas Científicas, em 2011, é a primeira vez que a instituição expõe conclusões de investigações. A divulgação das fraudes deve continuar, conforme forem apuradas. A medida é inédita no Brasil.

Os pesquisadores acusados foram procurados pela reportagem. Javier Amadeo, atualmente professor da Unifesp, disse que não houve má conduta científica, mas um erro de citação. Cláudio Airoldi não quis comentar, Antonio José Balloni não havia respondido e-mail até as 21 horas e os outros não foram localizados.

Para Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a iniciativa da Fapesp de divulgar os casos investigados é correta. “Uma vez que foi dado direito de ampla defesa aos acusados, acho que a Fapesp tem a obrigação social de divulgar esses casos, já que ela financia a pesquisa com recursos públicos”, disse. Segundo ela, além de contribuir para coibir as fraudes, a divulgação das irregularidades é uma maneira de mostrar ao contribuinte que o uso dos recursos públicos está sendo fiscalizado. “É preciso defender a integridade científica acima de tudo.”

De acordo com o pró-reitor de Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), José Eduardo Krieger, a instituição apoia a iniciativa e também tem mecanismos para evitar a fraude científica. “Mas a notoriedade transitória dos raros casos de fraude científica não pode ser confundida com o sucesso e os resultados do ensino da USP.”

Mãos erradas

Martha Sorenson, da Câmara Técnica de Ética em Pesquisa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que o procedimento de exposição dos casos é uma forma de proteger a ciência e melhorar a percepção do público em relação a ela.

“A ciência depende da confiança do público. Quando todos começam a achar que as fraudes são comuns, essa confiança é abalada e teremos menos apoio para recursos”, afirma Martha.

FONTE: ESTADÃO- Ciência

3 Comentários

Prezado Sr.
Meu nome foi mencionado na sua página e, solicito por favor, colocar a minha defesa, descrita abaixo. Precisamos esclarecer os fatos.
Muito obrigado por cooperar com a completa transparência
Att,
Balloni

A publicação de meu processo pela direção atual da Fapesp é ilegal para não dizer imoral: a “declaração decisória” da instituição está datada de 03/abril/2013, data a partir da qual fiquei injustamente impedido por um ano (pena leve) de solicitar bolsa para a Fapesp. Portanto, a Fapesp jamais deveria ter mencionado meu nome em algo que foi prescrito.
Particularmente, o processo de acusação de plágio que pesa sobre minha pessoa é em grande medida injusto. Aliás, tenho muito claro que alguns parâmetros do que é ou não plágio para a academia devem ser revistos.
Além disso, meu processo de defesa não foi completado – apesar de a Fapesp alegar que sim. Dois últimos documentos meus não foram analisados e tive o direito de defesa cerceado (Art. 5, inc. LV da Constituição Federal de 88 – “aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes”), mesmo assim uma decisão precipitada foi tomada… Absolutamente não fui avaliado em conformidade com minha defesa e, ainda mais grave, se a análise de meu processo teve um procedimento inicial, aberto (documentado) e foi finalizado de outra forma e sem explicação! Temos nesse caso um peso e duas medidas!!! Por que?

Gostaria que o leitor tivesse a mesma força de vontade para se manter isento na análise dos fatos aqui narrados que procurei ter ao comparar ambos os documentos: a solicitação de bolsa e a acusação da Fapesp.

Minha proposta científica – avaliação de qualidade de conteúdo de pesquisas publicadas na perspectiva do novo conhecimento e sabedoria (wisdom) – foi baseada nas teorias do Professor-Doutor Andrew Targowski, com a anuência deste emérito pensador como meu orientador na Universidade de Michigan, nos EUA.
Minha pesquisa é genuína, inovadora e inédita. Sem a menor sombra de plágio ou coisa que o valha.

No entanto, como se sabe, toda proposta/trabalho acadêmico embute por exigência formal uma parte de revisão teórica, que normalmente traz citações de outros autores e que ajudam a contextualizar o problema a ser pesquisado.

E foi nesse momento que alegam que pequei. Por razões de sobra: apenas no ano que escrevi o plano, doze publicações científicas sob minha direção no DOI Number foram realizadas. A pressa em submeter o plano de trabalho à Fapesp e a sobrecarga de trabalho me induziram a não fazer algumas citações adequadamente dentro das normas previstas pela ABNT.

Longe de querer aproveitar-me de trabalhos alheios, prejudicar autores, roubar ideias ou causar qualquer outro mal, tudo que tenho a dizer é que foi uma lamentável desatenção de minha parte – que deve ser relevada.

As ideias e textos utilizados para a fundamentação de meu trabalho têm similares encontrados em dezenas de outras produções acadêmicas, nada que foi usado por este pesquisador para contextualizar o projeto de bolsa Fapespera inédito nem de fundamental importância para a proposta: ao contrário, minha proposta, sim, é que é inédita.

Um exemplo do que os analistas da Fapesp se valeram é a definição de qui-quadrado (uma ferramenta estatística criada pelo matemático britânico Karl Pearson em 1900 e que nem o autor “plagiado” lembrou de citar): há no mínimo centenas de livros e artigos que trazem essa definição. Portanto, deixar de citar pode até desmerecer involuntariamente o autor do texto, mas nada de inédito, inovador, moderno há ali que venha a ser reciclado e mereça ser taxado de plágio – muito menos de valor cabal para meu projeto de pesquisa.

A academia deveria olhar mais de perto a questão do que é ou não plágio.

Minha proposta permanece inédita, inovadora, atual, pertinente, tanto que outra universidade nos EUA já a acolheu.
Uma coisa é certa: eu não merecia ser colocado nesse balaio de gatos que a Fapesp criou…

Atenciosamente

Balloni

Antonio José Balloni

23/10/2014

Gostaria de contestar a afirmação da Sra. Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a SBPC que, segundo ela, “”É preciso defender a integridade científica acima de tudo.””, afirma Nader. Ora, convenhamos que – no meu caso – a sua afirmação é valida se eu tivesse tido respeito amplo em relação a defesa apresentada -Minha defesa foi cerceada, caracterizando uma violação do “Art. 5, inc. LV da Constituição Federal de 88” – e, ainda mais grave, SE a análise de meu processo COMEÇOU de uma FORMA (documentada) e TERMINOU de outro (sem explicação) então temos UM PESO E DUAS MEDIDAS!!!. Por que ??? Como a sociedade vai decidir? Como fica a integridade mencionada?

Antonio José Balloni

23/10/2014

Gostaria de contestar a afirmação da Sra. Sorenson, da Câmara Técnica de Ética em Pesquisa, da UFRJ (publicado no geprom.blogspot.com/) que, segundo ela, “A ciência depende da confiança do público. Quando todos começam a achar que as fraudes são comuns, essa confiança é abalada e teremos menos apoio para recursos”, afirma Martha. Ora, convenhamos que – no meu caso – a afirmação é valida se eu tivesse tido respeito amplo em relação a defesa apresentada -Minha defesa foi cerceada, caracterizando uma violação do “Art. 5, inc. LV da Constituição Federal de 88” – e, ainda mais grave, SE a análise de meu processo COMEÇOU de uma FORMA (documentada) e TERMINOU de outro(sem explicação) então, por que UM PESO E DUAS MEDIDAS!!!. Por que ??? Como a sociedade vai decidir?

Antonio José Balloni

23/10/2014

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