Relatório Técnico sobre o Baixo São Francisco

Notícias | 11.06.14 | Nenhum Comentário

Relatório Técnico sobre o Baixo São Francisco

A partir de 2001 tornaram-se recorrentes as autorizações que a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) têm dado ao setor elétrico, através do Operador Nacional do Sistema (ONS) e da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF) permitindo a redução, a jusante da Barragem de Sobradinho, da vazão mínima de 1.300 m3/ s (mil e trezentos metros cúbicos por segundo) para apenas 1.100 m3/s (mil e cem metros cúbicos por segundo).

A justificativa seguidamente apresentada para tais autorizações decorrem da situação crítica que o volume útil das águas do Lago de Sobradinho atinge em períodos seguidamente adversos de faltas prolongadas de chuva.

À primeira vista essa redução de 200 m3/s da água liberada a partir de Sobradinho pode parecer pequena. Mas quando as pessoas tomam conhecimento que tal redução é feita abaixo daquilo que é, por norma legal, a vazão mínima tolerável tanto para o ecossistema aquático, quanto para os usos múltiplos da água, a coisa muda de figura.

E, de fato, essa redução causa significativos impactos ambientais adicionais para o já combalido rio São Francisco, como também causa prejuízos econômico-financeiros para populações ribeirinhas e usuários da água em geral, sejam eles pescadores, agricultores,empresas de navegação, companhias de abastecimento de água e aquicultores dos mais variados portes.

Como fruto dessas reduções, os sinais da lenta agonia do Rio São Francisco assumem crescentemente contornos mais dramáticos. Até visualmente dá para perceber o aumento do assoreamento em seu leito, onde se multiplicam os bancos de areia, ou a erosão galopante de suas margens. Com vazão abaixo do minimamente recomendável, as regiões do Submédio e Baixo São Francisco, notadamente, sofrem com o agravamento da qualidade de suas águas, diminuição drástica do que ainda resta de sua fauna e flora aquáticas e avanço da cunha salina a partir de sua foz.

Somados todos esses aspectos, criou-se, portanto, o cenário que motivou um grupo de acadêmicos e pesquisadores ligados ao Comitê e às principais universidades da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco a organizar uma expedição de observação científica, documentação visual e descrição da situação do rio, em plena vigência da prática das vazões reduzidas.

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