Especialista em direitos humanos da ONU adverte que todos os brasileiros devem ter acesso A� A?gua e saneamento

Notícias | 02.01.14 | Nenhum Comentário

Especialista em direitos humanos da ONU adverte que todos os brasileiros devem ter acesso A� A?gua e saneamento

As autoridades brasileiras precisam dar mais prioridade para os mais pobres e marginalizados, para assegurar acesso a saneamento e A?gua, diz perita independente de direitos humanos das NaA�A�es Unidas.

Resumindo sua primeira missA?o oficial ao Brasil, a Relatora Especial das NaA�A�es Unidas sobre o direito humano A� A?gua potA?vel e ao saneamento, Catarina de Albuquerque, disse que o Brasil era um “paA�s de contrastes”.

“Fiquei chocada com a misA�ria que vi e pela falta de acesso a saneamento e A?gua por parcelas significativas da populaA�A?o. Estas sA?o, fundamentalmente, as pessoas que vivem em favelas ou em A?reas rurais “, disse a Sra. De Albuquerque.

“Mesmo que eu reconheA�a o progresso a este respeito, a verdade A� que ainda milhA�es de brasileiros vivem em condiA�A�es deplorA?veis a��a��em que o acesso ao saneamento e A?gua ainda A� apenas um sonho distante”, acrescentou.

“Apesar dos exemplos positivos de participaA�A?o social em alguns programas sociais, e instituiA�A�es governamentais, fui especialmente tocada pela minha interaA�A?o com muitos brasileiros, que repetidamente – nas diferentes regiA�es que visitei – disse-me que ainda se sentiam invisA�veis e esquecidos pelos poderes pA?blicos . ”

Na A?rea de saneamento, a especialista explicou: “a baixa cobertura nA?o coincide com os avanA�os do Brasil moderno, onde 52 por cento da populaA�A?o brasileira ainda nA?o tem coleta de esgoto, e apenas 38 por cento do esgoto gerado A� tratado . ”

“O fato de que o Brasil ainda tem quase 8 milhA�es de pessoas defecando diariamente a cA�u aberto A� inaceitA?vel e uma afronta A� dignidade humana”, salientou.

Esta falta de acesso ao saneamento A� particularmente grave no Norte e Nordeste, onde menos de 10 por cento da populaA�A?o tem coleta de esgoto.

Durante sua missA?o em BrasA�lia, Rio de Janeiro, SA?o Paulo, Fortaleza e BelA�m do ParA?, a Relatora Especial tambA�m recebeu inA?meras queixas de pessoas que sofrem de diarreia e outras doenA�as consequA?ncias direta da falta de saneamento, devido A� mA? qualidade da A?gua.

Ela vai apresentar um relatA?rio circunstanciado na prA?xima sessA?o do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que incluirA? suas conclusA�es finais e recomendaA�A�es ao Governo do Brasil.

Os peritos independentes, ou relatores especiais, sA?o nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, com sede em Genebra, para examinar e informar sobre a situaA�A?o do paA�s ou um tema especA�fico de direitos humanos. Os peritos nA?o sA?o funcionA?rios das NaA�A�es Unidas, nem sA?o pagos pelo seu trabalho.

FONTE : ONU

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