Enquanto Seca assola o Nordeste, 51 % da sua água é desperdiçada

Notícias | 01.07.13 | Nenhum Comentário

Enquanto Seca assola o Nordeste, 51 % da sua água é desperdiçada

No Nordeste brasileiro “desce pelo ralo” quase 51 % da água tratada . A média de perda na Europa é de 15% e no Japão, 3%. A rede de distribuição é considerada antiga e  precisa passar por manutenção. Os vazamentos são o maior problema .

Estudo do Instituto Trata Brasil mostra que uma redução de apenas 10% das perdas do país representaria uma receita de R$ 1,3 bilhão, quase a metade do investimento feito em abastecimento de água no ano de 2010.

Reduzir perdas é importante também para não faltar água. O estudo mostra que um terço das cem maiores cidades do país precisa de um novo manancial para atender a população.


Região

Água 
(%) população atendida)

Coleta de Esgotos (%) população atendida

(%) Tratamento
 de esgotos

(%) Perdas
distribuição

 

TOTAL

URBANA

TOTAL

URBANA

 TOTAL

TOTAL

N

57,5

71,8

8,1

10,0

22,4

51,2

NE

68,1

88,7

19,6

26,1

32,0

50,8

CO

86,2

95,3

46,0

50,5

43,1

33,8

S

84,9

96,0

34,3

39,9

33,4

35,4

SE

91,3

96,6

71,8

76,9

40,8

34,4

BRASIL

81,1

92,5

46,2

53,5

37,9

38,8

 

Enquanto isso…..

1. O consumo de água por habitante no Brasil apresentou crescimento de 7,1% em 2010, com relação a 2009, com média de 159 litros por habitante por dia . A região com menor consumo é a Nordeste, com 117 litros por habitante por dia; já a região com maior consumo é a região Sudeste, com 186 litros por habitante por dia;

2.  Deveriam ser investidos 0,63% do PIB, mas efetivamente são investidos apenas 0,22%;

3. Estudo do Trata Brasil “De Olho no PAC”, que acompanha a execução de 114 grandes obras de saneamento em municípios acima de 500 mil habitantes, mostra que apenas 7% de obras foram concluídas até Dezembro de 2011. 60% destas obras estão paralisadas, atrasadas ou ainda não iniciadas;

4. Se os investimentos em saneamento no Brasil continuarem no mesmo ritmo, apenas no ano de 2.122 todos os brasileiros teriam acesso a esse serviço básico.


Fonte :
Instituto Trata Brasil, com dados do SNIS – Ministério das Cidades

 

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