Brasil cresce em produA�A?o cientA�fica, mas A�ndice de qualidade cai - ACQUA
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Notícias | 10.04.13 | Nenhum Comentário

Brasil cresce em produA�A?o cientA�fica, mas A�ndice de qualidade cai

O cenA?rio foi encontrado em informaA�A�es tabuladas pelaA�FolhaA�a partir da base aberta de dados Scimago (alimentada pela plataforma Scopus, da editora de revistas cientA�ficas Elsevier). Ela traz nA?meros da produA�A?o cientA�fica de 238 paA�ses.

De 2001 para 2011, o Brasil subiu de 17A? lugar mundial na quantidade de artigos publicados para 13A? –uma conquista que costuma ser comemorada em congressos cientA�ficos do paA�s.

Em 2011, os pesquisadores brasileiros publicaram 49.664 artigos. O nA?mero A� equivalente a 3,5 vezes a produA�A?o de 2001 (13.846 trabalhos).

O problema A� que a qualidade dos trabalhos cientA�ficos, medida, por exemplo, pelo nA?mero de vezes que cada estudo foi citado por outros cientistas (o chamado “impacto”), despencou.

O Brasil passou de 31A? lugar mundial para 40A?. China e RA?ssia, por outro lado, ganharam casas no ranking de qualidade nesse perA�odo.

Segundo especialistas ouvidos pela Folha, um dos motivos do salto de produA�A?o com queda de qualidade foi o aumento do nA?mero de periA?dicos brasileiros listados nas bases de dados: de 62 para 270 em dez anos.

“Isso aconteceu por causa de uma polA�tica de abertura para revistas cientA�ficas nacionais de paA�ses como Brasil, China e A?ndia”, explica o cienciometrista da USP RogA�rio Meneghini, coordenador da base Scielo, que reA?ne 306 periA?dicos brasileiros.

O problema A� que os trabalhos de periA?dicos cientA�ficos brasileiros tA?m pouco impacto. Apenas 16 dessas revistas receberam, em 2011, uma ou mais citaA�A�es por artigo. Para ter uma ideia, cada artigo da revista britA?nica “Nature” recebeu cerca de 36 citaA�A�es.

O maior impacto entre os periA?dicos nacionais A� igual a 2,15, da revista “MemA?rias do Instituto Oswaldo Cruz”.

“Cerca de 45% dos trabalhos cientA�ficos que recebemos sA?o de autores estrangeiros”, conta Francisco JosA� Ferreira da Silva Neto, do corpo executivo do periA?dico.

Mas nA?o sA?o apenas os periA?dicos nacionais que derrubam o impacto da ciA?ncia brasileira no mundo.

“A polA�tica atual de ensino superior no Brasil pressiona para que os pesquisadores publiquem mais e para que publiquem de qualquer jeito”, diz o biA?logo Marcelo Hermes-Lima, da UnB (Universidade de BrasA�lia).

Cientistas brasileiros acabam desmembrando trabalhos parrudos em artigos com menos impacto, fenA?meno conhecido como “salame”.

“Cada descoberta A� fatiada e publicada separadamente”, explica Fernando Reinach, biA?logo que deixou a academia e agora estA? na iniciativa privada. “O nA?mero de trabalhos aumenta, as descobertas ficam semelhantes e o impacto diminui.”

SABINE RIGHETTI – FOLHAA�DE SA?O PAULO

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