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Notícias | 10.03.13 | Nenhum Comentário

Taxa da água vai criar fundo milionário na Bacia do Pardo

Ribeirão e outros 26 municípios da bacia do Pardo terão verba anual de R$ 11 milhões para financiamento de projetos.

A partir de 2014,  um fundo de mais de R$ 11 milhões destinado a financiar projetos em praticamente todas as áreas da administração pública com alguma ligação com o meio ambiente.

Para a maioria dos 27 municípios que integram a bacia do Pardo essa é uma ótima notícia. No caso de Ribeirão Preto, pode ser um pesadelo.

Isso porque para pôr a mão nessa dinheirama, o Departamento de Água e Esgotos de Ribeirão Preto (Daerp) terá de escapar da ameaça de inadimplência, que pode ser declarada pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro).

Água
A bolada milionária que pode escorrer das mãos do Daerp vai entrar todos os anos em uma conta do Fehidro, em nome do Comitê da Bacia Hidrográfica do Pardo, do qual Ribeirão faz parte. Cerca de R$ 4 milhões já estão lá, oriundos de royalties pagos pelas companhias de energia. Os outros R$ 7 milhões passam a entrar a partir de janeiro de 2014, fruto do que se vai arrecadar com a cobrança pelo uso da água na bacia do Pardo, principalmente o Aquífero Guarani.

Cerca de R$ 1,8 milhão vão sair do bolso do Daerp para esse fundo, cobrados pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (Daee).

O valor médio cobrado será de R$ 0,015 (um centavo e meio) por cada mil litros de água captada, mas também envolve o consumo e o lançamento de efluentes. O Daerp tem hoje 104 poços em atividade no município, que captam 123 mil metros cúbicos de água/ano.

Além deles, ainda existem, pelo menos, outros 400 explorados pela indústria, comércio e o setor de serviços. Ribeirão Preto é totalmente abastecida pela água retirada do aquífero.

Financiamento prevê verbas a fundo perdido

Praticamente todo projeto que tenha alguma ligação com o ambiente pode ser financiado com recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), que banca 80% – a fundo perdido – do valor pleiteado. 

Uma consulta à base de dados do Sistema de Informações para o Gerenciamento de Recursos Hídricos  do Estado de São Paulo (Sigrh) mostra uma verdadeira Babel ambiental.  

Ali, podem ser encontrados projetos de criação de controles de perdas de água (Ribeirão Preto), obras contra inundações (Cássia dos Coqueiros), aterros sanitários (Caconde), perfuração de poços (Jardinópolis) ou interceptores de esgotos (Sertãozinho). 

A análise dos projetos é feita por uma ou pelas quatro câmaras temáticas do comitê de cada bacia.

Após a aprovação, a instituição que pediu o financiamento recebe a primeira parcela. A contrapartida é o rigor no cumprimento do cronograma de obras.  

Se isso não ocorrer, o autor do projeto pode ser declarado inadimplente e obrigado a devolver o dinheiro já recebido.

Fonte : A Cidade – http://www.jornalacidade.com.br

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