Metade dos recursos previstos no combate A� estiagem no CearA? nA?o foi utilizado

Notícias | 02.03.13 | Nenhum Comentário

Metade dos recursos previstos no combate A� estiagem no CearA? nA?o foi utilizado

Em 2012, ano de grave seca, grande parte dos recursos previstos para os A?rgA?os que atuam no combate A� estiagem nA?o foi executada. Burocracia e falta de planejamento sA?o apontados como fatores da ineficiA?ncia.

Digamos que um morador percebe que sua casa apresenta sA�rie de problemas que precisam ser resolvidos com urgA?ncia. Esse morador tem dinheiro de sobra em sua conta no banco. A� de se esperar que o residente, cuidadoso com seu lar, empregue suas economias atA� que tais problemas sejam resolvidos. Simples assim. PorA�m, na administraA�A?o pA?blica, a coisa A� mais complicada. A verba que poderia servir para amenizar tanto necessidades pontuais como estruturais muitas vezes sobra e sua utilizaA�A?o vai sendo adiada.

Mesmo com a seca registrada no CearA? no ano passado a�� uma das mais graves das A?ltimas dA�cadas a�� grande parte dos recursos disponA�veis para A?rgA?os estaduais que lidam com aA�A�es no campo deixou de ser executada. Enquanto isso, 177 municA�pios permanecem em estado de emergA?ncia, o que representa 96% de todo o Estado.

Dados do Portal da TransparA?ncia do Governo do Estado revelam que dos R$ 1,2 bilhA?o programado no orA�amento dos principais A?rgA?os com aA�A�es no enfrentamento da seca, apenas R$ 677 milhA�es a�� quase metade a�� foram realmente executados.

A Secretaria de Recursos HA�dricos (SRH), por exemplo, dispunha de R$ 566 milhA�es, dos quais gastou aproximadamente R$ 176 milhA�es. A Secretaria de Desenvolvimento AgrA?rio usou R$ 361 milhA�es dos R$ 628 previstos e o Fundo de Defesa Civil executou menos da metade dos mais de R$ 35 milhA�es previstos.

O que ocorreu em 2012 nA?o A� fato isolado de um ano atA�pico. A baixa execuA�A?o A� lugar comum tambA�m nos anos anteriores (o Portal da TransparA?ncia apresenta dados a partir de 2009). Neste ano, com o agravamento da situaA�A?o em razA?o da seca, a cobranA�a sobre esses A?rgA?os foi ainda maior.

Em dezembro, conforme mostrado pelo O POVO, a FederaA�A?o dos Trabalhadores da Agricultura do Estado do CearA? (Fetraece) jA? demonstrava seu descontentamento com o resultado das aA�A�es do Executivo estadual.

O presidente do Conselho Regional de AdministraA�A?o do CearA? (CRA-CE), IlaA�lson AraA?jo, diz que, quando sobra dinheiro na execuA�A?o de uma empresa privada isso A� visto com bons olhos. PorA�m, segundo ele, o mesmo nA?o pode ocorrer na gestA?o pA?blica, uma vez que sempre hA? vA?rias necessidades a serem supridas, especialmente diante de eventos como a estiagem.

a�?Tem que aplicar com a maior eficiA?ncia possA�vel, mas usando todos os recursos disponA�veis, porque nA?o dA? para ficar guardando para o outro anoa�?, opina AraA?jo, que acrescenta que a falta de planejamento eficaz, de visA?o de longo prazo e de interaA�A?o entre os A?rgA?os potencializa a baixa execuA�A?o financeira.

O que nA?o A� executado em um ano fica para o OrA�amento do ano seguinte. A justificativa apresentada pelos gestores A� de que, durante o ano, ocorrem muitas alteraA�A�es no que estava previsto inicialmente.

Raquel Maia – Jornal o Povo – http://www.opovo.com.br

 

Deixe seu Comentário

This blog is kept spam free by WP-SpamFree.