Combate à Seca

Notícias | 03.10.12 | Nenhum Comentário

BNDES destina R$ 57 milhões para ações de Combate à Seca

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, assinaram na última sexta-feira, 28/09, contratos de colaboração financeira não reembolsável com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), no valor de R$ 38 milhões, e com o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS), de R$ 19 milhões. 

As operações têm como objetivo promover iniciativas para mitigar os efeitos da seca nos Estados do Nordeste e também na região Norte de Minas Gerais. A cerimônia de assinatura aconteceu no Recife, durante o seminário Desenvolvimento regional: avaliação, desafios e perspectivas para o Nordeste, promovido pelo BNDES como parte das comemorações pelos 60 anos do Banco. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, também esteve presente à cerimônia.

Os recursos serão destinados à implantação de biofábricas de sementes e mudas, à aquisição de kits de irrigação e à construção de pequenas barragens subterrâneas. O projeto está alinhado às políticas públicas da União de combate à seca, a exemplo de iniciativas como o programa Água para Todos e a Operação Carro-Pipa.

A definição dos municípios beneficiados levará em conta a existência de decreto de situação de emergência por estiagem ou seca, a avaliação sobre a concentração de famílias a serem atendidas e a viabilidade técnica de implantação das tecnologias em cada comunidade. Também será considerada a existência, já exigida pelo Água para Todos, de comitês gestores municipais, instâncias de participação que garantam legitimidade e controle social às ações.

Instalações previstas – Difundida entre as agroindústrias dos Estados Unidos e de países europeus, as biofábricas produzem mudas in vitro, possibilitando o desenvolvimento de plantas mais saudáveis e uniformes, mais rapidamente que pelos métodos convencionais. O resultado são matrizes mais produtivas e resistentes a pragas. A tecnologia pode ser empregada na produção de plantas ornamentais, mas também de batata, banana, abacaxi, eucalipto, pínus, cana-de-açúcar e outras plantas de valor econômico.

Já as chamadas barragens subterrâneas permitem o armazenamento da água da chuva no subsolo, auxiliando a produção de alimentos no período de estiagem. Sua construção consiste na escavação de uma vala até se chegar à camada impermeável do solo. Uma das paredes é coberta com lona plástica ou barro batido (argila compactada). Depois, o solo retirado é recolocado. A função da lona ou do barro batido é reter a água no solo.

Os kits de irrigação, por sua vez, são compostos por mangueiras, tubos de PVC, tubo gotejador, bombas, válvulas e caixas d’água, entre outros componentes. Um reservatório de 1.000 litros é suficiente para irrigar uma área de 500 metros quadrados.

FONTE : BNDES

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