Companhias transformam Esgoto em Água Limpa

Notícias | 08.09.12 | Nenhum Comentário

Companhias transformam Esgoto em Água Limpa

A água de reuso tem características que atendem a necessidade das indústrias. A Cedae, no Rio, criou o maior projeto de uso industrial de água tratada de esgoto do mundo.

O país precisa de muita água limpa para produzir. A quantidade não é pequena. No setor siderúrgico, por exemplo, para cada tonelada de aço são necessários 15 mil litros de água.

Uma simples calça jeans consome aproximadamente 11 mil litros de água, do plantio de algodão até a confecção. Um quilo de carne bovina, mais de 17 mil litros de água e um cafezinho leva, até chegar na xícara, 140 litros de água.

omo a água limpa se tornou um produto cada vez mais escasso e caro, a indústria investe em tecnologia e consegue reaproveitar o que antes jogava fora. O resultado vai além da economia.

O Canal do Cunha é um dos rios mais poluídos do Brasil. Além do forte mau cheiro e da água escura, no rio não há oxigênio, é um ambiente hostil à vida, mas é justamente do local que sai toda água utilizada numa fábrica de produtos químicos na zona norte do Rio de Janeiro.

São 80 milhões de litros de água por mês. O suficiente para abastecer uma cidade de 25 mil habitantes. O sistema alternativo de tratamento livrou a empresa da necessidade de comprar água potável. Em quase dez anos, a economia chegou a R$ 25 milhões. “Basicamente a gente tem uma economia de 30 a 40% na parte financeira”, diz o engenheiro de produção, Pedro Henrique Lemos.

O que é descartado volta para o rio e nem lembra aquela água suja. “A água é infinitamente melhor do que o que a gente captou porque dela já foi retirada toda a matéria orgânica, todos os sólidos em suspensão. Apenas ela carreia um pouquinho mais de sal do que a que a gente retirou”, fala o gerente operacional da Haztec, Dalva Santos.

O projeto da Cedae, Companhia de Águas e Esgoto do Rio de Janeiro, prevê a construção de uma adutora com quase 50 quilômetros de extensão que sai da estação de tratamento de esgoto da Alegria, no Rio de Janeiro, atravessa a Baía da Guanabara por debaixo do espelho d’água, até chegar ao Complexo Petroquímico, que está sendo construído pela Petrobras em Itaboraí, na região metropolitana.

O contrato já foi assinado e prevê investimentos de R$ 1 bilhão. O sistema deve começar a operar em abril de 2015.

Matéria Completa no Jornal da Globo
por André Trigueiro

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