Manguezal sergipano corre risco

Notícias | 15.06.12 | 1 Comentário

Manguezal sergipano corre risco

Muitas áreas de mangue da capital, especialmente as localizadas na periferia, a invasão e construção de residências tem se tornado constante.

Mudanças no Código Florestal põem em risco a preservação das áreas de manguezais em Sergipe.

Um mapeamento inédito feito pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente identificou a existência de 250 quilômetros quadrados de área de mangues no litoral sergipano. Porém, mesmo o pouco que resta da vegetação original está ameaçada pela especulação imobiliária em áreas urbanas e pela produção clandestina de culturas aquíferas no interior do Estado.

O artigo 8° do novo Código Florestal (Lei 12.651) abre um precedente perigoso para esse ecossistema. “A intervenção ou a supressão de vegetação nativa em Área de Preservação Permanente (…) poderá ser autorizada, excepcionalmente, em locais onde a função ecológica do manguezal esteja comprometida, para execução de obras habitacionais e de urbanização, inseridas em projetos de regularização fundiária de interesse social, em áreas urbanas consolidadas ocupadas por população de baixa renda”, diz o texto do segundo parágrafo.

Na opinião da professora Laura Jane Gomes, pesquisadora do Grupo Acqua e titular do Departamento de Ciências Florestais da Universidade Federal de Sergipe, a mudança legaliza o que ela diz ser um crime ambiental.

“A legislação deveria proteger o meio ambiente. É uma pena que a sociedade seja obrigada a assistir ao que está acontecendo. Não houve democracia na discussão dessas mudanças, porque a comunidade científica não foi ouvida ou não teve sua opinião levada em conta”, afirma.

Ela considera que autorizar a regularização fundiária e a construção de habitações populares em áreas onde for constatada a depredação do manguezal pode significar a futura extinção dessas áreas. “É muito fácil degradar o mangue. Então basta depredar a área para que ela seja regularizada. E não se fala em recuperação da vegetação. É uma mudança que fere os princípios constitucionais e a Lei da Mata Atlântica, publicada em 2006”, declara Laura Jane.

Considerado importante fonte de matéria orgânica, alimento e proteção contra o efeito estufa, a destruição do manguezal afeta seriamente o equilíbrio ambiental. “O novo Código Florestal não considera a importância ecológica dos manguezais. E o pior de tudo é que as mudanças vieram já em forma de Lei, não como Medida Provisória. Em Sergipe, como o caranguejo é considerado parte da cultura, pode haver uma mobilização maior por conta disso”, explicou a professora da Universidade Federal de Sergipe.

Entre as principais ameaças aos manguezais em Sergipe, estão a expansão e especulação imobiliária, além da aquicultura clandestina em cidades litorâneas no interior sergipano, entre elas a produção do camarão. Na zona urbana, desde bairros nobres como o Jardins até áreas de invasão em zonas populares, vários são os focos de agressão aos manguezais, que constituíam boa parte da vegetação original de Aracaju.

Fonte e Matéria completa : Jornal da Cidade
Foto:  André Moreira

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Estamos realizando uma pesqisa fotografica para daa sustetabilidade ao nosso trabalho literario que esta sndo escrito em poesia. vou enviar uma pequena mostra do que estamosproduzindo. Em breve iremos solicitar o apoio de quem estiver em concordancia a este tipo de atividade para a realizaçãode uma Mostra dos referentes mareriais.
Muito obrigado pela ajuda na pesquisa. SERGIPE PERDE MUITO NO RANQUE DA PRESERVAÇÃO ECOLOGICA. Sou poeta e ator de vez em quando escrevo um texto teatral temos uns 10 e montados temos uns o8 (oito) vamos continuar.Aguarde-nos.
Nos envie um endereço eletrônico para enviarmos aguardamos.

JOSÉ BISPO DOS SANTOS (JOBYS)

04/10/2012

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